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"Todo sonho é uma derrota em potencial. Para não o realizar, basta manter-se parado. - Argus Caruso Saturnino"

domingo, 29 de agosto de 2010

São Vicente - Ilhabela (2º dia)

 Praia de Camburi a Ilhabela
13 de Julho de 2009

Nada como uma boa noite de sono! Acordamos as 07h 00min, tomamos um café da manhã  reforçado e arrumamos a bagagem para o continuar a nossa viagem...

Números do 1º dia: 105,9 km em 07h 06min de pedal e 09h 20min de tempo total.

Por volta das 08h 00min da manhã com um tempo completamente diferente do dia anterior, com muito sol e céu limpo, partimos rumo a Ilhabela. 

Com menos de 1 km a primeira subida do dia, a primeira de várias que teríamos que vencer para chegar ao centro de São Sebastião...

E logo vieram as recompensas da subida, a bela vista da Praia de Camburi e Camburizinho e logo depois...

A visão da Praia de Boiçucanga.

Passamos rapidamente por Boiçucanga sem paradas, uma pena! Pois existem umas cachoeiras bem legais, mas infelizmente por falta de tempo não estavam nos nossos planos.

Após passarmos pela praia e pelo centro comercial, lá estava mais um morro e mais uma subida a ser vencida, e esta é a maior e mais temida da viagem.

Mas no início da serra para Maresias, tinha uma rua de terra que leva a trilha para a Praia Brava, esse era um dos desvios previstos no nosso roteiro, e lá fomos nós por essa rua, com uma subida bem íngreme, mas bota íngreme nisso!!!

Durante a subida encontramos um morador e perguntamos:
Estávamos no caminho para a Praia Brava?
- E ele disse sim.
Então perguntamos se tem uma trilha ou caminho para Maresias?
 - Tem sim, é seguindo o gasoduto, e que dá para caminhar numa boa, pois foi capinado na semana passada.
Agradecemos a informação e continuamos empurrando as bikes numa subida brava e que parecia não terminar...

E chegamos num portal de madeira que aparece na foto, e logo em seguida apareceu uma caminhonete 4X4 subindo com uma certa dificuldade, e estacionou ao nosso lado, e um funcionário responsável pela manutenção do caminho do gasoduto saiu da mesma e nos cumprimentou, e repetimos as perguntas feitas ao morador...
E ele disse que era possível chegar a Maresias pelo gasoduto, mas que teríamos que enfrentar subidas muito fortes! E que essa subida de terra que sofremos para subir empurrando as bikes, não era nada perto das que tem seguindo o gasoduto!!! Então não pensamos duas e decidimos desistir desse desvio e de conhecer a Praia Brava e retornar a Rio-Santos para não perder mais tempo.

Esse desvio não nos levou a lugar algum e por pouco não se tornou uma verdadeira ROUBADA!!! Depois desse ainda teve um outro desvio, que nos levou a um condomínio fechado e não pudemos entrar, sorte que só saímos uns 200m da Rio-Santos, depois disso descartamos a ideia de qualquer outro desvio desconhecido, principalmente se fosse o caminho do gasoduto!



De volta a Rio-Santos, continuamos a subir a serra para Maresias, onde tivemos algumas vistas panorâmicas muito bonitas...

Até avistarmos estas placas que deixam qualquer ciclista contente. Ufa acabou a subida para Maresias.

E com o início da descida, veio a primeira visão de Maresias, mesmo bem encoberta por árvores era muito bonita, pena que a foto não reproduz direito a visão que tínhamos.

Saímos de Camburi com 3 caramanholas de 600ml e uma garrafa de 1,5l no alforge do Roger todas cheias, mas na verdade só uma caramanhola estava com água em estado liquido, as demais estavam congeladas e não deram tempo de descongelar.
O desvio para a Praia Brava e a subida da serra de Maresias, exigiram bastante da gente, ainda mais com o calor que estava fazendo, resultado a água dessa caramanhola não durou muito e a sede apertou...

O jeito então foi apelar para duas fontes que encontramos a beira da Rio-Santos, sabíamos que não era aconselhável, pois quase todas são improprias para consumo, mas a sede falou mais alto!

Descendo mais um pouco e a visão de Maresias ficou melhor.

 Será que o Roger parou neste lugar só para me esperar enquanto batia as fotos, ou foi para desafiar a placa???


Praia de Maresias, nesta época do ano é bem tranquila, mas no verão é muito badalada.

Desde que saímos de Camburi, o Roger percebeu uma folga no pedivela, que foi reapertado por ele, mas ainda fazia um barulho “um nhec-nhec”, que o incomodava e o deixava preocupado se podia deixa-lo na mão no meio do caminho.

Então resolvemos procurar uma bicicletaria em Maresias para checar o problema... E perguntando aos locais, nos aconselharam essa bicicletaria, que ficava um pouco afastada da Rio-Santos...

E depois de um rápida verificação, a conclusão foi que não era nada grave e que ainda teria condição de rodar muito desse jeito, e que não representava risco de concluirmos a viagem, jogaram um óleo para lubrificar e pronto, podíamos continuar nossa viagem...

Seguindo de volta para a Rio-Santos após a parada na bicicletária, fizemos uma parada no empório Bom Gosto, para o Roger comprar algo para a gente repor as energias, e um lubrificante para fazer a manutenção da sua bike no final do dia.

De volta a estrada ou seria montanha russa, com muitas subidas, descidas e cheia de curvas.

Adeus Maresias, que venham as próximas praias!

Antes de chegarmos em Paúba, avistamos essa estrada de terra ao lado de uma caixa d'água da Sabesp, ela leva a uma antena no alto do morro, então pensei porque não subir? Imagina a vista lá de cima? Acabei convencendo o Roger a subir (empurrando é claro) pois é bem íngreme e estava bem escorregadio devido a chuva de 2 dias antes...



Não estava errado, valeu muito a pena subir a estradinha de terra, pois as vistas são maravilhosas, tanto da praia como da Serra do Mar.

Após alguns minutos admirando natureza e batendo algumas fotos, chegou a hora de fazer um pequeno downhill para voltarmos a estrada, com todo o cuidado pois estava bem escorregadio, olha a lama que acumulou nos pneus da bike do Roger, durante a curta descida.

Atendendo a um pedido do Roger entramos no acesso para a Praia de Paúba, pois ele queria rever o local onde ele passou férias com a sua esposa.


Praia de Paúba.


Após uma rápida passada por Paúba, voltamos para estrada e a próxima praia a ser avistada foi a de Santiago...


E depois a de Toque Toque Pequeno

Descida? Não isso foi mais uma das subidas, a essa altura estávamos enjoados de tantas subidas.

Agora sim a descida...
E foi a primeira vez que conseguimos avistar Ilhabela, mas ainda faltava chão e teríamos várias subidas pela frente, mas a visão nós deixou muito contentes!


Praia de Calhetas e Ilha de Toque Toque.

O que nos estimulava a continuar subindo, alem do fato de estar cada vez mais próximo do nosso objetivo, era também as belas vistas iam surgindo pelo caminho...

O Roger não me faz mentir!

Era inevitável pedalar por esse trecho da Rio-Santos, sem estar olhando para o lado para apreciar as belas paisagens.

Praia de Toque Toque Grande...

A beira da estrada e quase em frente ao acesso a Praia de Toque Toque Grande, fica a cachoeira que leva o mesmo nome.
Foi parada obrigatória para fotos e para banho, mas só o Roger teve coragem de entrar na água gelada, ainda mais que não estava batendo sol na mesma.


E ainda restavam 10km de montanha russa. E para variar sobe mais um pouquinho...


E depois de tanto subir vejam que bela vista da Praia Brava de Guaecá, pequena e escondida, no meio da vegetação e com a Ilhabela ao fundo.


A Praia e Rio Guaecá...

E mais uma subida e a uma bela visão da Praia de Barequeçaba.
Agora faltava muito pouco para chegarmos ao centro de São Sebastião e para a balsa para Ilhabela.

E a cada serra, vila e praia que chegávamos vinha uma sensação de vitória ou conquista, pois sabíamos que estávamos mais próximos do nosso destino.

Ao chegarmos no centro de São Sebastião, resolvemos passar na rodoviária, para confirmar o horário e o preço da passagem de ônibus para Santos, e se tinha alguma restrição ou exigência para transportar as bikes no ônibus.

Travessia da Balsa São Sebastião-Ilhabela.


Chegando a Ilhabela por volta das 16h 20min, com um final de dia maravilhoso.

+ informações sobre Ilhabela: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ilhabela

Cansados mas contentes pelo dever cumprido, saímos a procura da pousada que tinha pesquisado na internet.

Ficamos um pouco perdidos, mas um frentista de um posto de gasolina, soube nos explicar direitinho onde ficava a pousada.


Chales Xibayka, no bairro de Barra Velha próximo a balsa, foi o local escolhido para passarmos a noite e nos recuperarmos, pois o dia foi cansativo.


Fomos muito bem atendidos pelo Edson, que foi muito gentil e disse que não tinha problema algum das bikes ficarem dentro do quarto, até porque ele é muito amplo, tinha geladeira, fogão, pia e panelas, pratos e talheres... Tudo para podermos preparar as nossas refeições e também disse que poderíamos ficar até as 18 horas do dia seguinte sem problema algum, já que o nosso ônibus só sairia as 19h 50min.
Tomamos um merecido banho, ajeitamos nossa bagagem no quarto e tratamos de ir ao mercado, que fica bem próximo a pousada para comprarmos os mantimentos para preparar o jantar, e para o café da manhã do dia seguinte.

+ informações sobre o Chalés  Xibayka: http://www.chalesxibayka.com.br/

Olha o rango ou seria “grude”, mas depois de um dia de pedal com as várias subidas que tivemos pela frente, estava muito gostoso, um pouco salgado mas gostoso.

Quando estávamos no mercado, Roger como bom lacto vegetariano, olhou olhou e olhou o freezer para escolher uma lasanha de 4 queijos, mas na hora de pegar acabou pegando errado... rsrs.

E o pior é que só percebeu o erro na hora que comeu o 1º pedaço, mas aí já era tarde e a fome era tanta, que comeu quase toda a lasanha de frango.

 E antes de dormir o Roger ainda fez uma pequena manutenção na sua bike, para tentar solucionar o barulho no movimento central.

Mapa do 2º dia da viagem:


Números do 2º dia:

- 56 Km de pedal (161 Km - 2 dias).

- 5h 04min de pedal (12h 10 min de pedal - 2 dias) e
   8h 50min de tempo total (18h 10min total - 2 dias).

- Nenhuma baixa.

- 338 fotos (623 fotos – 2 dias) .

- Gasto de +- R$ 70,00 (Alimentação e hospedagem - 2º dia).

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