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"Todo sonho é uma derrota em potencial. Para não o realizar, basta manter-se parado. - Argus Caruso Saturnino"

terça-feira, 3 de julho de 2012

Rota Márcia Prado 2011

Quem era Márcia Prado?

Márcia Regina de Andrade Prado era massagista e figura recorrente nas bicicletadas de São Paulo. A ciclista participava ativamente das discussões para melhoria da mobilidade urbana por bicicleta e sempre cobrava as autoridades por medidas que beneficiassem os que pedalam. Márcia foi uma das propositoras do “Manifesto dos Invisíveis”, no qual ciclistas clamam por respeito à vida. No dia 14 de janeiro de 2009, a ativista faleceu ao ser atropelada por um ônibus enquanto pedalava na Av. Paulista, em São Paulo.


Márcia Prado na rota que hoje a homenageia.



Mas o que é a Rota Marcia Prado?

A Rota Marcia Prado é uma sugestão de uma rota cicloturística feita pelo Instituto CicloBR, para que as autoridades criem um meio atraente e seguro para o ciclista chegar ao litoral paulista. O percurso é inspirado no trajeto da última viagem que a ciclista Márcia Prado realizou.
Desde 2009 o Instituto CicloBR vem encabeçando negociações com vários órgãos governamentais para que essa rota seja aberta em definitivo. Atualmente o único empecilho para a viabilização da Rota Márcia Prado seria que o governo do Estado, junto com a concessionária Ecovias, criasse uma alternativa para que o ciclista que chegasse a Imigrantes tivesse um meio de acessar o Parque da Serra do Mar.
Em 12 de Julho de 2010 foi decretada a lei 51.622 que institui a Rota de cCiclo Turismo Márcia Prado na região entre o Grajaú e a Ilha do Bororé, passando pela Área de Proteção Ambiental - APA Bororé - Colônia, no município de São Paulo.


E o que é o Passeio Cicloturístico da Rota Márcia Prado?

Em 2009, o Instituto CicloBR realizou um evento teste, sinalizando todo o trajeto, desde o Grajaú até a cidade de Santos, para demonstrar tanto a viabilidade quanto o potencial da rota. Nesse evento, mais de mil ciclistas saíram de São Paulo e chegaram ao litoral paulista pela rota.
Apesar de ser um teste, o evento em si foi muito positivo e engrandecedor, ocorrendo após o evento uma enorme cobrança para que ele fosse repetido todos os anos.
Devido a isso, o Instituto CicloBR, em assembléia geral, decidiu organizar anualmente um grande passeio cicloturístico pela Rota Márcia Prado, até mesmo quando ela finalmente for aberta em definitivo a população. Para o evento de 2011, foi escolhida a data do dia 10 de dezembro para a realização do terceiro Passeio Cicloturístico pela Rota Márcia Prado.

(Texto acima retirado do site do INSTITUTO CICLO BR)


São Paulo a Santos 
(Via Rota Márcia Prado)
10/12/2011



Algumas semanas antes da 3ª Edição da Rota Márcia Prado, fiquei sabendo que o Rafael e o Guilherme organizadores do Pedal Nortuno Santos, estavam fretando ônibus para levar o pessoal da Baixada Santista para participarem da Rota Márcia Prado.

Então resolvi garantir o meu lugar no ônibus, pois tinha muita vontade de participar deste passeio, nas duas primeiras edições (2009 e 2010) estava trabalhando e não pude ir.

E também seria um ótimo passeio para comemorar a conclusão do brevet 200 do Audax, convidei alguns  amigos, incluindo os que me acompanharam em Boituva, mas só o Adelso resolveu participar.

Pessoal ajeitando as bikes nos ônibus...

No ponto de encontro em São Vicente.

Eu e o...

Adelso embarcados e a caminho de São Paulo.

Guilherme um dos organizadores do Pedal Noturno Santos e mais algumas bikes no fundo do ônibus, pois não couberam todas no bagageiro.

Desembarque próximo a Estação Vila Olímpia.

Adelso, eu e o João Carlos.
(Foto: Jorge Uramoto).

Seguindo rumo a Estação Vila Olímpia.


Meu amigo Jorge, que também participou do pedal Andando na Linha, subindo a passarela de acesso sobre...



A Marginal Pinheiros...


Que dá acesso a ciclovia do Rio Pinheiros.

Posto de apoio ao ciclista, início da Rota Márcia Prado 2011.



Adelso cheio de pose antes de iniciarmos a rota.


Pose para fotos enquanto aguardávamos nossos amigos Jorge e João Carlos para iniciar o passeio.

Iniciando a rota com alguns chuviscos ocasionais.


Primeira visão do Rio Pinheiros.

Grandes edifícios na outra margem...

Mais atrás, o Jorge também fotografando e a Usina Elevatória de Traição mais ao fundo.



Adelso, João Carlos e eu.
(Foto Jorge Uramoto).




O bonito trem da CPTM e a bela Ponte Estaiada Octávio Frias de Oliveira...


Um dos cartões postais de São Paulo.




Ciclovia em baixo da ponte estaiada.

Mesmo com o tempo estando feio e chuviscando de vez em quando, o pedal estava muito legal...

Na nossa passagem pela ciclovia da Marginal Pinheiros, só faltou a presença das famosas capivaras que vivem lá, será que elas são mutantes?


Fotos de outro participante da Rota, que tiveram a sorte de passar quando as capivaras estavam a beira da ciclovia. Oh bichinhos resistentes, para viver em pleno Rio Pinheiros!!!


Outros grupos que passaram por nós na ciclovia da marginal, incluindo nosso amigo Ricardo acompanhado de sua esposa e mais alguns amigos, eles seguiram num ritmo mais forte que o nosso.

Foto do Rafael, outro organizador do Pedal Noturno Santos e do fretamento do ônibus, que facilitou a nossa presença na rota.

Ele seguiu num ritmo mais sossegado, para garantir que ninguém do grupo ia ficar para trás!
Grande Rafa!!!

Ponte estaiada da Linha Lilas do Metro.



Jorge registrando tudo!


Auto retrato antes de deixar a ciclovia do Rio Pinheiros.


Deixando a ciclovia do Rio Pinheiros...

E iniciando um trecho por ruas e avenidas da zona sul de São Paulo...

Onde tínhamos que ficar atentos a esses indicativos da rota.


Cruzando o Rio Pinheiros.


No início por largas avenidas, que logo se transformaram em...

Ruas estreitas e muito muito movimentadas, e para ajudar as placas com as setas amarelas sumiram...

E por várias vezes tivemos que parar para conseguir informações sobre o caminho, e hora seguíamos o fluxo de ciclistas, sem saber ao certo se era o caminho correto, até que finalmente vimos placas indicando Ilha do Baroré, ai sim sabíamos que estávamos no caminho correto...

E logo em seguida voltaram a aparecer as placas indicando o caminho.


Posto de abastecimento de água próximo a 1ª balsa.

Onde a maioria parava para matar a sede e reabastecer as caramanholas e as mochilas de hidratação.

Jorge e o Adelso da mesma equipe, a azul.


Chegando a primeira balsa, que leva a Ilha do Baroré.


O pessoal ia chegando de bike e se aglomerando na espera da balsa.



E logo tinha um mar de ciclistas para compartilhar a balsa com carros, motos e ônibus.




Aguardando a liberação para entrar na balsa.


Aperta ai que dá...




Saída da balsa, já na Ilha do Baroré.




Pequena Capela da Comunidade São Sebastião, construída em 1904.

Placa da Ilha do Baroré / Comunidade São Sebastião e mais abaixo a placa da Rota Márcia Prado.


Rumo a segunda balsa...

Passando por baixo do Rodoanel Mário Covas.

Chegada a segunda balsa, para deixar a Ilha do Baroré...

E uma grande aglomeração de bikers e a balsa quase cheia...

Mas o pessoal ia entrando e se apertando...

Pois sempre cabe mais um!

Olha a alegria do Sandro e do Jorge, resume o que todos estávamos sentindo participando deste grande evento de cicloturismo!

E foi assim que conseguimos entrar na balsa, fomos praticamente os últimos a entrar nesta travessia.

Ilha do Baroré ficando para trás, e já começava a juntar bastante gente para a próxima travessia.

O que reparei na segunda balsa, foi que nós ciclistas tivemos a preferência em relação aos poucos carros que aguardavam para embarque, pois éramos a maioria esmagadora.


Saída da segunda balsa, tomada por ciclistas.


Após a segunda balsa chegamos ao trecho por estradas de terra...



E logo fomos recebidos por uma boiada.


Algumas boas subidinhas e muito barro...




Até chegarmos...

Ao acesso improvisado a Rodovia dos Imigrantes...


Pessoal esperando a sua vez para entrar no acesso improvisado.

Na Rodovia dos Imigrantes seguimos pedalando pelo acostamento...




Até pararmos próximo ao acesso a Interligação da Imigrantes com a Anchieta, onde a Polícia Rodoviária esperava formar um grande número de ciclistas, para interromper o trafego de carros...

E fomos liberados a continuar o pedal escoltados pelos mesmos, assim tivemos a Imigrantes a nossa inteira disposição...

E foi uma grande festa...


João Carlos e o Adelso em meio a multidão de ciclistas na Imigrantes.
Esta foi a última foto que tirei no passeio, pois por acidente a minha câmera fotográfica veio a cair e foi atropelada por um ciclista que vinha mais atrás.

Segundo o Adelso que viu toda a cena, um desviou pela direita, outro desviou pela esquerda e o terceiro acertou em cheio a objetiva da câmera, que ficou toda torta.
O pior foi eu ter que parar no meio daquele mar de ciclistas que vinham atrás, e ter que voltar para pegar a câmera no chão.

A partir daqui as fotos do relato, foram copiadas dos organizadores, da imprensa, de Facebook de outros participantes e dos meus amigos Jorge e Adelso.


A Imigrantes dominada pelos ciclistas da Rota Márcia Prado.



Primeira visão da Baixada Santista, ainda na Imigrantes, onde seguimos até o acesso a Estrada de Manutenção, que fica antes no primeiro túnel da rodovia.

Acesso a Estrada de Manutenção, onde tinha uns toldos da organização, que estava fazendo o registro e a contagem do pessoal, e também estavam vendendo camisas do evento.

Como estávamos meio com pressa e já conhecemos bem o local, resolvemos passar direto pelos toldos da organização sem registrarmos a nossa passagem.


Descendo a Manú.



Depois de muito chuvisco e tempo fechado, uma bela visão da Baixada Santista com sol e tempo bom.




Parada na cachoeira no meio da Serra do Mar.


Após a cachoeira um dos amigos do Jorge e do João que encontramos na descida da Manú, teve problemas com a corrente e eles resolveram parar para ajudar o mesmo.

Eu e o Adelso ficamos esperando por quase meia hora, um pouco mais a frente de onde eles estavam... Até que o Adelso resolveu retornar para ver o que estava ocorrendo, e como ainda estavam tentando emendar a corrente, ele avisou ao Jorge e ao João Carlos que iríamos seguir adiante.

Então eu e o Adelso chegamos ao final da Estrada de Manutenção, próximo ao Rio Pilões...


Onde a organização estava parando o pessoal que chegava lá, formando grupos de ciclistas para atravessar o trecho do Bairro Água Fria, para tornar a passagem por lá mais segura.

Após a passagem pela Água Fria, chegamos ao Bairro Fabril, passamos por baixo da Via Anchieta...


E seguimos passando pela Usina Henry Borden...



Pela Refinaria Presidente Bernardes...


Até chegarmos ao Cruzeiro Quinhentista.

Depois passamos por baixo da Rodovia Piaçaguera-Guarujá, cruzamos o centro de Cubatão pela Avenida Nove de Abril até chegar ao Bairro do Casqueiro, depois seguimos pela marginal da Anchieta....

Quando estávamos passando pela ponte sobre o Rio Casqueiro, divisa de Cubatão e Santos, um ciclista local, que não estava participando da Rota Márcia Prado, caiu da bicicleta ao passar por uma lombada e foi de cabeça ao chão, sem tentar botar as mãos para evitar o batida da mesma no chão.

Então eu e o Adelso, mais alguns ciclistas e um motorista que estava passando no local, e presenciou o ocorrido... Resolvemos todos parar para prestar socorro ao mesmo, e constatamos que ele se encontrava sangrando bastante devido a um grande corte na testa, e que também estava alcoolizado.

E ficamos lá por aproximadamente uns quarenta minutos, até chegarem as ambulâncias, isso mesmo ambulâncias, no plural. Demoraram tanto para chegar, e quando começaram a chegar foram três, em um intervalo menor que cinco minutos, duas delas vieram de Cubatão e uma de Santos.

E mesmo com todo esse excesso de paramédicos e ambulâncias para socorrer o mesmo, tivemos que presenciar um jogo de empurra para saber quem iria levar o homem? Se era uma ambulância de Cubatão ou de Santos, tudo isso porque ele caiu próximo a divisa dos municípios, pode isso???


Como eu e o Adelso ficamos todo esse tempo parado, fomos alcançados pelo Jorge e pelo João Carlos e assim que o resgate levou o homem, seguimos novamente juntos.

Via Anchieta próximo a entrada de Santos.

Ciclovia da Avenida Martins Fontes.

Início da ciclovia do canal 1...

Que estava recém inaugurada, mesmo estando incompleta...

Em algum lugar na ciclovia do canal 1 ou antes, o Jorge e o João Carlos tomaram outro rumo...

Como eu e o Adelso estávamos a frente deles, não percebemos o momento que isso ocorreu, e seguimos até o final da Rota Márcia Prado...


No emissário submarino, por volta das 18h, Foram quase 100km de pedal saindo de São Paulo até chegar a praia.

Tentamos ligar para o celular do Jorge para saber onde eles estavam, mas só dava caixa postal, então resolvemos passar no Habib's para um merecido lanche após horas de pedal, antes de cada um seguir para a sua casa.


Mapa do Passeio:




Números Finais:


Total pedalado:      102 Km.
Tempo total:           11h.
Baixas:                     Nenhuma.
Gasto:                      R$ 50,00 (ônibus + lanches).



2 comentários:

  1. Vinicius, excelente e detalhado o seu relato. Passeio bonito, reporte muito bem feito. Parabens!

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  2. Gostei muito do seu Blog...
    Bem organizado, diagramado, fotos e relatos legais...
    Legal!

    Cicloabraços
    Quem sabe a gente pedala juntos um dia!!!
    joaozinho

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